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Visita aos Centros Produtores EDP

Desde há muitos anos que os centros produtores proporcionam uma experiência memorável aos visitantes que recebem.

A EDP Produção abre as portas dos seus centros produtores, distintos na sua arquitetura e tecnicidade ou na paisagem que os envolvem, à comunidade e assim surge o programa Fábricas de Luz. É um programa de visitação que permite dar a conhecer os centros produtores, o seu funcionamento, a sua história e as suas pessoas.

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Um pouco de história

Os anos 40 constituem o ponto de viragem na política de eletrificação de Portugal. Existiam mais de 700 pequenas centrais térmicas alimentadas sobretudo a carvão. Uma das mais importantes foi a Central Tejo em Lisboa, onde atualmente se encontra o Museu da Eletricidade. Mas, condicionados pela utilização de carvão como principal matéria-prima para a produção energética, a Lei da Eletrificação Nacional impulsionou a industrialização e incentivou a produção de energia através da água dos rios.

Surge assim o Plano Nacional de Barragens que se desenvolveu intensamente e começou a ter efeitos práticos nos anos 50 e 60. Nestes anos foram construídos os aproveitamentos hidroelétricos de Castelo de Bode, Venda Nova, Belver, Picote, Miranda e Bemposta. Se folhearmos os jornais da época da construção do aproveitamento hidroelétrico de Castelo de Bode verificamos que o que mais entusiasmou a opinião pública foi o transporte, num camião gigante, de uma roda destinada ao gerador e que pesava 70 toneladas.

Entre os anos 70 a 90, seguiram-se mais 11 aproveitamentos hidroelétricos nos rios Cávado, Douro, Tejo e Mondego, que revolucionaram a vida das pessoas. Um dos exemplos é o aproveitamento hidroelétrica da Aguieira, uma obra ímpar da engenharia civil. Nestes anos o aumento do consumo de eletricidade exigiu mais investimento, que culminou com a necessidade de complementar a produção hidroelétrica com a termoelétrica. Construíram-se as centrais do Carregado, Barreiro e Setúbal a fuelóleo, Alto de Mira e Tunes a gasóleo. Em meados dos anos 70, é assinalado um marco importante com a construção da central de Sines a carvão com uma potência instalada de mais de 1 gigawatt. Durante os anos 90, a construção de aproveitamentos hidroelétricos ocorreu com menor intensidade. Salienta-se o Alto Lindoso, o primeiro aproveitamento hidroelétrico a conseguir colocar a energia na rede em apenas 90 segundos, o mesmo tempo que leva o elevador a descer 340 metros, até ao coração da central. Durante estes anos surge também o primeiro parque eólico.

O novo século começa com a aposta nos ciclos combinados a gás natural, com a construção da central do Ribatejo, seguida da central de Lares alguns anos mais tarde, e com o encerramento das centrais a fuelóleo.

Ao mesmo tempo começa a exploração do aproveitamento hidroelétrico do Alqueva – as comportas da barragem encerram em 2002 e a sua albufeira torna-se o maior reservatório de água em território nacional e o maior lago artificial da Europa. Surge assim um novo ciclo de desenvolvimento do plano hidroelétrico, com os reforços de potência e a construção de novos aproveitamentos hidroelétricos, destacando-se pela sua magnitude e controvérsia Baixo Sabor e Foz Tua. Um dos reforços de potência mais inovadores, o segundo de Venda Nova, entrou em funcionamento em 2017. Apresenta uma velocidade variável, caraterística única em território nacional/ibérico. Destaca-se ainda pelos seus longos túneis escavados a cerca de 400 metros de profundidade e pela sua central em caverna subterrânea onde cabe o edifício da sede da EDP.