Minimização e compensação de impactes

A construção de grandes aproveitamentos hidroeléctricos afecta o ambiente de forma menos positiva, em particular a biodiversidade, não só pelas áreas inundadas pelo novo reservatórios de água, como, também, pela alteração dos regimes de caudais que o regime de exploração obriga.

A perda de biodiversidade é hoje reconhecida como um dos principais problemas futuros da humanidade, e a tentativa de reduzir a sua taxa de perda um dos maiores desafios que enfrentamos. Dos inúmeros factores de ameaça à biodiversidade mundial, as alterações climáticas e as alterações de uso do solo são reconhecidas como das mais importantes, e é no equilíbrio de ambos que reside a tomada de decisão de construção destes novos aproveitamentos.

A nossa actuação face a esta realidade passa por quatro fases fundamentais e complementares de um processo que se espera venha a resultar num balanço global positivo:

Avaliar: No âmbito dos processos de Avaliação de Impacte Ambiental é levantada a situação actual dos ecossistemas afectados e respectivas áreas de influência, e efectuada uma avaliação no terreno dos impactes ambientais esperados. Este trabalho pode ser complementado em fases posteriores, caso se verifique existir essa necessidade.

Minimizar: Com base no processo anterior, o projecto é ajustado e são incorporadas medidas minimizadoras de impactes na fase de construção e exploração das centrais de modo a reduzir os impactes inicialmente esperados.

Compensar: Apesar dos esforços de minimização, há impactes que não conseguem ser anulados. Para estes, são previstas medidas que visem compensar estes impactes e que são descritas em cada um dos projectos já aprovados.

Monitorizar: Durante todo o processo de minimização e compensação de impactes ambientais, assim como ao longo de toda a vida útil do projecto, procedem-se a campanhas de monitorização que permitirão avaliar o sucesso das medidas implementadas e ajustá-las sempre que necessário.

Finalmente, empenhados em conseguir um balanço global positivo dos impactes na biodiversidade, foi assinada uma parceria com o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO), para assessoria científica ao novo Aproveitamento do Baixo Sabor, com o objectivo de assegurar a eficácia ecológica das medidas e acções a implementar. Com esta parceria procuramos:

  • Garantir a qualidade técnica e científica dos estudos em curso e dos programas de monitorização e apoie na interpretação de dados recolhidos;
  • Garantir a eficácia ecológica, a exequibilidade e a correcta implementação das propostas de medidas a implementar durante a fase de construção;
  • Garantir a qualidade técnica e científica do Plano de Gestão Ambiental Integrado do Vale do Sabor e Região Circundante a implementar durante a fase de exploração;
  • Implementar um Sistema de Informação Ambiental que permita reunir, operacionalizar e disponibilizar a diferentes utilizadores toda a informação biológica recolhida durante o projecto.