Barragem põe a descoberto fragmentos da história do Vale do Sabor

Lisboa, 20 de janeiro de 2012

Em Cilhades faz-se história. Arqueólogos, antropólogos, arquitetos e auxiliares de arqueologia trabalham lado a lado para identificarem vestígios do passado.

Restos de construções, pedras gravadas, esqueletos, objetos de culto ou do quotidiano vão surgindo lentamente nas duas estações arqueológicas em estudo na área da futura albufeira da barragem do Sabor.

Descobertos, registados, preservados, os vestígios encontrados na necrópole medieval e no castro fortificado da II Idade do Ferro dão pistas preciosas para reconstituir o que foi ocupação daquele território ao longo dos tempos.

A intervenção, tutelada pelo Instituto de Gestão do Património Arqueológico (IGESPAR), integra-se no Plano de Salvaguarda do Património, em curso desde 2008, uma das medidas de minimização associadas à construção da Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor.

Estes dois locais, alvo de investigação aprofundada no âmbito da construção do Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor, ficarão submersos pelas águas a partir de 2013, quando se der início ao enchimento da albufeira de montante. Os achados ficarão à guarda do IGESPAR que em diálogo com os representantes das populações locais decidirá onde ficarão arquivados e expostos.

Alguns, devidamente protegidos, ficarão submersos podendo ser objeto de estudo futuro. Entretanto, a investigação em curso tem produzido um conjunto de novos dados que muito contribuirá para reconstituir, com maior detalhe, a evolução da presença humana no Vale do Sabor.

Para mais informação sobre o Plano de Salvaguarda do Património do Baixo Sabor clique aqui

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