EDP revê projeto barragem do Alvito

Lisboa, 21 de novembro de 2011

A EDP está a rever o projeto da barragem do Alvito de modo a encontrar soluções de otimização. Em causa está o estudo de várias alternativas técnicas designadamente a bombagem a partir do Tejo. Um processo que deverá demorar três anos.

Esta decisão não compromete a concretização deste projeto bem como do restante plano de investimentos hidroelétrico. A EDP tem neste momento em fase de conclusão dois reforços de potência - Bemposta e Picote - e mais seis projetos em construção: Baixo Sabor, Ribeiradio, Foz Tua, Alqueva, Salamonde e Venda Nova. No total, estes oito projetos representam investimentos próximos dos 2.000 milhões de euros e cerca de 4.000 postos de trabalho diretos. Fridão deverá arrancar em 2012.

Embora atenta à evolução das condições de mercado, a EDP continua a considerar os novos projetos estratégicos para o país e para o Grupo. O reforço da capacidade de produção a partir de recursos endógenos permite substituir importações e ajudar a cumprir as metas de combate às alterações climáticas sem custos acrescidos para o consumidor. As novas centrais vão funcionar em plena concorrência com todas as outras centrais do mercado ibérico (cerca de 400). A rentabilidade estará dependente da eficiência e da capacidade de oferta de preços competitivos. A Garantia de potência, introduzida em Portugal para uniformizar condições de investimento com as existentes do outro lado da fronteira, representa apenas entre 5% e 10% do investimento nas novas barragens.