Escolas de Sendim, Moncorvo e Mogadouro visitam estufas da EDP

Lisboa, 30 de maio de 2011

Após a recolha de sementes feita no outono passado, as crianças transmontanas puderam agora visitar as estufas da EDP onde estas germinam para que, na 3ª e última etapa do processo de reflorestação em curso, as possam plantar em Trás-os-Montes no final deste ano.

"Quando é que vamos ver as nossas sementes? Quando?". Assim que saíram do autocarro que as transportou até às instalações da Central Termoelétrica de Setúbal, onde estão localizadas as estufas da EDP, esta foi a frase mais repetida pelos alunos do 5º e 6º anos da Escola EB 2/3 de Sendim, Miranda do Douro, que ali se deslocaram conjuntamente com os seus professores para testemunhar in loco a evolução e crescimento das sementes que recolheram em novembro passado na sua terra natal, Trás-os-Montes, nas áreas afetadas pelas barragens de Picote, Bemposta e Baixo Sabor.

Esta ansiedade tem uma explicação. Para muitas destas crianças, o programa de recuperação paisagística associado aos projectos hidroelétricos do Grupo em curso no Douro Internacional e Baixo Sabor - recolha de sementes, germinação e plantação - é uma descoberta das espécies nativas bem como do seu território rural. No fundo, são aulas de ciência viva.

Conhecer e valorizar o património natural

Ao envolver as crianças de Trás-os-Montes neste programa, a EDP pretende com esta ação chamar a atenção para a importância da preservação e valorização da biodiversidade e, sobretudo, permitir que estas novas gerações de transmontanos se constituam como guardiãs do seu património natural.

Depois de um revigorante pequeno-almoço e de uma breve apresentação realizada no auditório da central para enquadrar a ação do projeto, os alunos da Escola de Sendim e seus professores, que foram acolhidos por técnicos da EDP e por especialistas do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) que são quem tem a cargo a gestão das estufas da EDP, em Setúbal, puderam então satisfazer a sua curiosidade. Agora sim, iriam poder dar início à visita guiada à Estação de Propagação de Plantas Autóctones do Grupo, para aferir a evolução e crescimento das sementes.

No complexo de estufas, os técnicos do LNEG, Fátima Rodrigues e David Loureiro, começaram por lhes explicar que o ciclo de vida de uma planta está dividido em diferentes fases, sendo a germinação das sementes o período fundamental para iniciar o crescimento da planta. Nesta fase, os requisitos essenciais para uma eficaz germinação das sementes são a quantidade de oxigénio, água e temperatura bem como a necessidade de luz adequada para o seu desenvolvimento.

Sempre sob o olhar atento dos seus professores, as crianças puderam constatar a importância que a utilização de estufas no processo de germinação tem na produção das "suas" espécies autóctones, para que mais tarde possam vir a tornar-se em frondosas árvores. Foi-lhes explicado também que existem diferentes fatores (tipo e temperatura de solo, condições de seca, etc.) que afetam e determinam a germinação das sementes.

Das espécies autóctones que estes mesmos alunos vão plantar na terra onde nasceram destacam-se o sobreiro, azinheiras do Douro Internacional, diferentes tipos de carvalho como o carvalho alvarinho da Mata do Desterro, o medronheiro, a murta, o zimbro, o lentisco e o aderno.

Nas palavras da professora Lúcia Pires, que encabeçava a comitiva transmontana, esta ação de âmbito didático e pedagógico "foi uma experiência extremamente enriquecedora para nós professores e, acima de tudo, para eles (os alunos)". Mas que não ficará por aqui. No final do ano, terá lugar a terceira etapa deste programa, em que estas crianças vão, através da sua intervenção, fechar este ciclo plantando as espécies que agora germinam. A última fase servirá assim para recuperar a paisagem, contribuindo para a conservação da natureza e da biodiversidade e onde estes alunos irão plantar as "suas" árvores.

As crianças transmontanas tiveram ainda oportunidade de fazer uma visita ao Jardim Zoológico de Lisboa, onde puderam andar de teleférico e assistir ao espetáculo de golfinhos, tendo ficado alojadas na Pousada da Juventude de Almada. Depois de Sendim, seguiram-se as visitas dos Agrupamentos de Escolas de Torre de Moncorvo e de Mogadouro, também do distrito de Bragança.

Programa de recuperação paisagística associado aos projetos da EDP

Foi em novembro passado que arrancou o programa "A Política de Biodiversidade da EDP no Envolvimento da Comunidade Escolar", que consistiu, numa primeira etapa, na recolha por parte dos alunos transmontanos de sementes de espécies autóctones da sua região. Posteriormente, no final deste ano após o período de germinação, estas mesmas crianças irão contribuir para a reflorestação da sua região, plantando as "suas" árvores.

A reflorestação das zonas circundantes aos Reforços de Potência de Picote e Bemposta e ao Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor faz parte do conjunto de medidas de compensação ambiental a que a EDP está sujeita pelas Declarações de Impacte Ambiental. A companhia tem de usar espécies autóctones e, deste modo, florestar uma zona superior à que ficará submersa pelas albufeiras das barragens.

Os Protagonistas

"No dia 19 de Maio de 2011 às 8h30, estava um autocarro à porta da escola Visconde Vila Maior para as turmas do 5ºC e 6ºC partirem numa viagem para a Estação de Plantação de Plantas Autóctones (EPPA) da Central Termoelétrica de Setúbal. Vimos a Central quase toda, só não vimos o mais fascinante que era ir até ao cimo das chaminés. Depois fomos para as estufas, onde vimos da primeira à quinta etapa do desenvolvimento das plantas. Por fim, nós plantámos alguns vasos e pusemos as etiquetas a dizerem o nome das plantas. Gostei muito da visita e espero ir lá outra vez."
Jorge Coelho - 5º C

"Nós fomos a Setúbal ver as bagas que apanhámos e também outras que já lá estavam. Gostei muito, acho que devíamos fazer mais vezes. Aprendi mais sobre as plantas, sobre o que a EDP faz, como funcionavam as centrais termoeléctricas e muitas coisas mais. E sei isto, porque várias pessoas nos ensinaram e guiaram. Quem não foi, perdeu muita coisa. Foi divertido, inspirador, fotografaram-nos e até nos deram lanche e almoço. Adorei, gostava de fazer mais vezes e agora estou à espera que venham ter connosco para plantarmos as bagas que apanhámos..."
Luís Ferreira - 5º C

"Observámos a Central Termoelétrica e as estufas de Setúbal. Nas Estufas, observámos que as plantas eram transportadas de uma estufa parta outra. Primeiro,as plantas vão para uma estufa, quando são maiores vão para outra e assim sucessivamente. Nós observámos várias espécies de plantas como o zimbro, carvalho, medronheiro..."
Marisa Dias - 5º C

"Nas estufas disseram-nos o tipo de plantas e até o nome científico e o seu desenvolvimento. Almoçámos na cantina da Central e regressámos a Torre de Moncorvo."
Joana Ferreira - 5ºC

"O objetivo da visita foi irmos à Central Termoelétrica visitar as estufas onde estavam as sementes que nós colhemos, porque no dia 18 de Novembro de 2010, fomos apanhar essas sementes que foram dar origem a plantas, porque vai ser construída uma barragem e vão ser destruídas muitas das plantas e que nós queremos repor."
Diogo Belchior - 5º C

"Nas estufas, vimos e explicaram-nos a germinação e o crescimento das plantas, vimos várias estufas com plantas a germinar e no fim alguns alunos puseram terra nos vasos com o nome das plantas e outros puseram as sementes na terra. Gostei muito da visita, correu muito bem."
Joana Micaela - 5º C

"A Senhora que estava lá nas estufas fez um belo trabalho e ela está de parabéns."
Maria Inês Belchior - 5º C

"Eu observei como as plantas germinaram. Quando estiverem mais crescidas, eles plantam-nas na Natureza. Acho que eles fazem muito bem. Eu gostei mesmo muito da viagem."
Estefani Encarnação - 5º C

"Eu fui a Setúbal visitar a Central Termoelétrica, porque fomos escolhidos para ajudar a EDP nas suas missões. Gostei das explicações que nos deram. Obrigado à EDP e à Escola."
Alexandre Menino - 5º C

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