EDP contrata equipamentos para barragem de Ribeiradio e reforço de Venda Nova

Lisboa, 10 de dezembro de 2010

Investimento envolvido ascende a 165 milhões.

A EDP assina hoje os contratos de aquisição dos equipamentos para a nova barragem de Ribeiradio e para o reforço de potência de Venda Nova. Os equipamentos (turbinas e turbina/bomba) são adquiridos aos consórcios ANDRITZ HYDRO/EFACEC e Voith Hydro/Siemens S.A totalizando 165 milhões de euros.
A ANDRITZ HYDRO/EFACEC fornece os grupos gerador de eixo vertical com a potência de 71MW e dois grupos geradores de eixo horizontal com uma potência total de 6MW a instalar em Ribeiradio.
Para Venda Nova III foi seleccionado o consórcio Voith Hydro/Siemens S.A. Este contrato compreende o fornecimento de dois grupos reversíveis de velocidade variável com uma potência de 380 MW, dois transformadores de 440 MVA e duas pontes rolantes com capacidade para movimentar cargas até 560 toneladas.
Ribeiradio e Venda Nova III fazem parte do plano de investimentos da EDP na energia hídrica. No total, o Grupo investirá mais de 3.000 milhões de euros até ao final da década em aumentos de capacidade e construção de novas barragens. O impacto na economia nacional traduzir-se-á em mais de 30.000 postos de trabalho criados (directos e indirectos), bem como na redução das importações de combustíveis e redução de custos com emissões de CO2.

Sobre Ribeiradio:
Em construção desde meados do corrente ano, e com conclusão prevista para o início de 2014, o projecto implica um investimento de cerca de 171 milhões de euros (preços de 2009).

Localizado no rio Vouga, o Aproveitamento de Ribeiradio-Ermida será constituído por dois escalões, o de Ribeiradio, a montante, na zona intermédia da bacia do Vouga, com uma barragem de betão com uma altura máxima de 74 m, e o de Ermida, cerca de 4 km a jusante do primeiro, com uma barragem de betão com uma altura máxima de 35 m. As respectivas albufeiras estendem-se desde os concelhos de Oliveira de Frades e Sever do Vouga até os de Vale de Cambra e São Pedro do Sul.

Trata-se do primeiro grande aproveitamento hidroeléctrico naquele rio, que vai permitir a produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis, contribuindo assim para a redução das emissões de CO2, e criar uma grande albufeira, que constituirá uma reserva estratégica de água, capaz de garantir caudais ecológicos e de servir no combate a incêndios.

Sobre Venda Nova III:
Em construção desde o princípio do corrente ano, tem conclusão prevista para 2015. Este reforço de potência da barragem de Venda Nova, localizado na margem esquerda do Rio Rabagão, implica um investimento de cerca de 300 milhões de euros.

A concretização de mais este projecto terá efeitos benéficos para o sistema eléctrico português, tanto mais que será o primeiro aproveitamento hidroeléctrico da Península Ibérica com grupos de velocidade variável, com uma potência total instalada de 760 MW que será até à data a maior de todas num único aproveitamento, o que permitirá atingir níveis de segurança de abastecimento acrescidos com algum significado.

Por outro lado, o facto do empreendimento ter capacidade de bombagem constitui um importante contributo para a expansão do parque eólico, aumentando assim a quota de energias limpas, renováveis e endógenas no mix energético.

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