Construção do Sabor já emprega 100 empresas

Lisboa, 16 de novembro de 2010

Barragem do Baixo Sabor representa um investimento de 257 milhões de euros na região, no período de cinco anos.

As obras da barragem do Baixo Sabor ganham dimensão e impulsionam a economia de Trás-os-Montes. Através da construção do maior empreendimento hidroeléctrico da região, o que se traduz na criação de postos de trabalho e no aumento da facturação, há já empresas do distrito de Bragança a duplicar e a triplicar o seu volume de trabalho.

De acordo com a revista A Voz do Nordeste, a actividade gerada em torno das obras na barragem tem contribuído para dar novo fôlego a empresas antigas e para o lançamento de novos negócios, (ver abaixo).

O empreendimento já dá trabalho a cerca de 1000 pessoas e a mais de 100 empresas. No pico da obra estima-se o envolvimento directo de cerca de 1700 trabalhadores e indirecto de aproximadamente 3.000 trabalhadores.

Deste modo, num recente encontro realizado no estaleiro do Baixo Sabor, o administrador da EDP Produção, Ferreira da Costa, lançou um repto aos empresários e associações do sector: "Existe uma grande oportunidade e é agora", constatou o responsável da empresa.

Agarrar o futuro
  • Este projecto da EDP Produção é, assim, um ensejo de negócio. Quando soube que a barragem do Baixo Sabor ia avançar, Duarte Reis, um empresário local, pensou logo em agarrar uma oportunidade para explorar as cantinas e o bar do estaleiro da Póvoa, até porque está ligado ao sector da restauração em Torre de Moncorvo.
Através de uma parceria com a Gertal - Companhia Geral de Restaurantes e Alimentação, instalou o equipamento e confecciona, diariamente, os pratos para o almoço e jantar dos trabalhadores na barragem.
  • A "Colheventos", empresa de limpezas, com sede em Torre de Moncorvo, foi criada a pensar no grande volume de trabalho associado à construção da Barragem do Baixo Sabor. Actualmente, colaboram com a empresa 13 funcionários e perspectiva-se um reforço do número de pessoas, na sequência da ida de mais trabalhadores para a construção da infra-estrutura.
"Esta obra não é só betão. Antes de abrir a empresa informei-me junto dos responsáveis do Baixo Sabor, que me garantiram que iam abrir um concurso, ao qual eu poderia concorrer e que até privilegiavam empresas da região", salienta Francisco Brás, sócio-gerente da empresa.
  • Durante 22 anos de actividade, Manuel Pereira foi tendo sempre trabalho, no entanto reconhece que desde que arrancaram as obras da barragem o movimento aumentou significativamente.
Na oficina de que é proprietário, a "Auto Star", uma pequena empresa situada na zona industrial de Torre de Moncorvo, que antes só fazia pequenas manutenções, são agora lavados os cerca de 100 carros da frota afecta à barragem.
  • Antes do arranque das obras no Baixo Sabor, a serralharia de Francisco Fevereiro não ia além de pequenos arranjos de alfaias agrícolas. Hoje dedica-se à transformação do ferro que chega da Siderurgia Nacional e, ali, é preparado para a barragem.
Instalada na zona industrial de Torre de Moncorvo, a "Transabor" vivia dias difíceis. Quando o encerramento se apresentava como a única saída, a persistência e a visão de futuro do empresário moncorvense conseguiram salvar a serralharia. "Se na altura tivesse fechado não tinha ficado com a chave da oficina, porque havia compromissos financeiros por cumprir. Mas se quiser fechar depois de terminar o trabalho para a barragem, já fico com a chave", assegura José Fevereiro.