EDP inicia reforço de potência de Salamonde

Lisboa, 22 de outubro de 2010

Investimento de 200 milhões criará 2.000 empregos, directos e indirectos, até 2015

A EDP vai iniciar o reforço de potência da barragem de Salamonde, localizada na bacia do Cávado- Rabagão, no concelho de Vieira do Minho. O projecto representa um investimento de 200 milhões de euros, um montante a somar aos mais de 1 500 milhões de euros que o Grupo está actualmente a investir no país.

O início das obras é assinalado com a assinatura do contrato de construção, na próxima sexta-feira, 22 de Outubro, com a presença do Primeiro-Ministro, José Sócrates. A execução dos trabalhos de construção civil estará a cargo do consórcio Teixeira Duarte/Epos/Seth.

O reforço de potência de Salamonde é um dos seis reforços de potência de barragens que a EDP tem em estudo/construção, estando ainda prevista a construção de mais seis novos empreendimentos hídricos até ao final da década. Salamonde II prevê a criação de cerca de 2 000 postos de trabalho, dos quais 550 directos. A entrada em serviço do reforço de potência de Salamonde está prevista para o 2º semestre de 2015. A produção média bruta será de 274 GWh/ano, a que corresponde uma produção média líquida de 79 GWh/ano.

A concretização de mais este reforço de potência terá efeitos relevantes na melhoria da fiabilidade e da segurança do sistema eléctrico português, para além de contribuir para o aumento de capacidade de produção nacional com origem em fontes renováveis.
O facto do empreendimento ter capacidade de bombagem constituirá também um importante contributo para a expansão do parque eólico, aumentando assim a quota de energias limpas, renováveis e endógenas no mix energético. No total, este plano de expansão da capacidade hidroeléctrica envolve uma capacidade adicional de cerca de 3 500 MW com investimentos próximos de 3 200 milhões de euros, gerando cerca de 35 mil postos de trabalho directos e indirectos.

Salamonde II: perfil técnico
O reforço de potência de Salamonde, integrado no sistema Cávado-Rabagão, aproveita a queda de aproximadamente 120 m disponibilizada entre a albufeira de Salamonde, com NPA à cota 270, e a albufeira da Caniçada, imediatamente a jusante, com NPA à cota 152 m.

A solução adoptada para o aproveitamento compreende um esquema implantado no maciço da margem esquerda do rio Cávado, de forma a não interferir na margem direita sita em pleno Parque Natural da Peneda-Gerês, e constituído pelos seguintes elementos principais:

  • um circuito hidráulico, constituído pelos seguintes elementos de obra: tomada de água na albufeira de Salamonde, trecho de adução, chaminé de equilíbrio, túnel de restituição, restituição na albufeira de Caniçada e canal no leito do rio;
  • uma central subterrânea, em caverna, localizada perto da extremidade de montante do circuito hidráulico, equipada com um único grupo reversível;
  • um edifício de apoio e subestação, implantados numa plataforma situada à superfície, junto às actuais instalações da central de Salamonde.

A central de Salamonde II situa-se numa caverna localizada 150 m a sul do encontro esquerdo da barragem de Salamonde, a cerca de 200 m de profundidade com uma planta rectangular com 65,65 x 26,50 m². A altura total da caverna varia entre 27,50 m, na zona sul da caverna (átrio de montagem) e 44,70 m na zona norte (equipamentos). O grupo reversível, de eixo vertical, é constituído por uma turbina-bomba e por um alternador-motor directamente acoplado, com potência unitária nominal de 207 MW.

Antevisão da Central de Salamonde II
O edifício de apoio à superfície, compreendendo dois corpos com a disposição em L, alojará essencialmente serviços auxiliares da central (gerador, baterias, ventiladores), as salas de comando e teletransmissões, bem como gabinetes e sala de reuniões. Este edifício servirá também de apoio à plataforma da subestação. No vértice dos dois corpos tem origem o poço de barramentos e de acesso à central. O poço prolonga-se em torre acima da cobertura do edifício de apoio, permitindo a saída dos barramentos em direcção ao transformador principal e o alojamento dos ventiladores no piso superior. A subestação propriamente dita é formada por uma plataforma rectangular com 40,00 x 70,00 m², limitada a norte e poente pelo edifício de apoio e inclui o transformador 15/ 415 kV, de 252 MVA e o painel de linha da saída de 400 kV.

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