Newsletter

Acompanhe a construção das barragens e as oportunidades criadas nas regiões dos novos investimentos EDP.

Programa de empreendedorismo do Sabor avança para 5ª edição

Lisboa, 08 de junho de 2016

A EDP em parceria com os municípios de Alfandega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Miranda do Douro, Mogadouro e Torre de Moncorvo está a promover uma nova edição do EDP Empreendedor Sustentável Sabor. O objetivo é apoiar a criação e desenvolvimento de novas empresas na região abrangida pela barragem do Baixo Sabor. Este programa faz parte do conjunto de medidas de promoção de desenvolvimento local concretizadas pela EDP no quadro de construção da nova barragem.

No total, as edições anteriores geraram mais de 50 empresas, 90 postos de trabalho e mais de 3,5 milhões de euros de investimento realizado pelos empreendedores. Dando prioridade ao aproveitamento dos recursos da região, naturais e patrimoniais, esta iniciativa, tem fundamentalmente, vindo a reforçar competências dos promotores e dos agentes locais de promoção do empreendedorismo.

Esta 5ª Edição, operacionalizada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), conta com a participação dos gabinetes de empreendedorismo dos municípios e com Associação de Municípios do Baixo Sabor. A cooperação institucional visa consolidar uma rede de proximidade capacitada para alavancar dinâmicas de desenvolvimento local, ajudando os empreendedores a superar os obstáculos inerentes ao arranque de um novo projeto.

As sessões de divulgação nas autarquias da região terminam hoje. Ao longo do mês de junho, decorre o período de inscrição para frequência das ações de capacitação nas áreas de competência fundamentais à sustentabilidade do negócio. Com uma carga horária de 56 horas, a formação contempla temas ligados às questões estratégicas do Baixo Sabor e do seu potencial de negócio, às novas tecnologias no apoio ao micro-negócio, ao mercado e estratégias de marketing, aos aspetos legais ligados às atividades económicas e sua viabilidade económica e financeira. Está ainda prevista consultoria no apoio ao desenvolvimento dos respetivos planos de negócio.

Sobre a barragem do Sabor:

  1. Baixo Sabor está em operação desde o início do ano.
  2. Investimento socioeconómico:

    Iniciativas de reforço de competências, de pessoas e entidades, promovidas pela EDP, com destaque para os programas de empreendedorismo como o EDP Empreendedor Sustentável. Este programa teve o apoio da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), responsável pela capacitação, e envolveu os quatro municípios da AMBS (Alfândega da Fé, Torre de Moncorvo, Mogadouro e Macedo de Cavaleiros), assim como os respetivos gabinetes de apoio ao empreendedorismo.

    O foco no reforço das instituições sociais e na criação de emprego, a partir do potencial dos recursos locais, é complementado através do Hub Social de Trás-os-Montes e Alto Douro (HIS TMAD), plataforma criada pela Fundação EDP que promove o trabalho em rede dos vários agentes de desenvolvimento local. O HIS TMAD é um eixo agregador que promove o alinhamento, colaboração, partilha e reflexão entre os seus vários parceiros para melhorar a qualidade de vida da comunidade.

  3. Investimento ambiental

    Está em curso no Baixo Sabor o maior plano de compensação e conservação da natureza realizado em Portugal. Dada a sensibilidade ambiental da zona da barragem, classificada como Rede Natura 2000, a EDP, supervisionada por autoridades nacionais e comunitárias, desenvolveu um conjunto de medidas destinadas a compensar perdas ambientais identificadas. Estão todas implementadas. Estamos na fase de manutenção e monitorização. O investimento já realizado, incluindo medidas de mapeamento e conservação património arqueológico, ultrapassa os 50 milhões de euros. A conservação da natureza será uma preocupação sistemática ao longo de todo o período da concessão, 75 anos.

    Os resultados obtidos até ao momento, permitem confirmar o contributo real das medidas compensatórias do AHBS como instrumentos de dinamização da economia local, com expressão nos mais de 40 contratos de prestação de serviços (empreiteiros, carpinteiros, serralheiros, agricultores…), no recurso a mais de 70 entidades de comercio local e no envolvimento de mais de 100 produtores locais, para além ter induzido a criação de mais de 15 Postos de Trabalho Permanentes e 20 Postos Trabalho Sazonais dedicados diretamente ao Desenvolvimento Regional Sustentável.

    Das vastas medidas implementadas importa destacar a implementação do Plano de Redução do Risco de Incêndio, o qual permite proteger do fogo uma área de 6.562 ha. Adicionalmente, com recurso a práticas silvícolas tradicionais, foram plantados mais de 550 ha de sobreiro, azinheira e zimbral.

    Estas ações fomentam o desenvolvimento das espécies-presa da águia de Bonelli, pelo que têm grande importância para reverter a tendência de abandono da região por esta espécie e, ao mesmo tempo, criam condições para o seu regresso. Em paralelo e visando também a preservação do lobo, foram criadas Zonas de Não Caça que constituem zonas de refúgio para o javali e a perdiz, espécies presa do lobo e águia de Bonelli.

    Foi criado o Fundo do Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor – uma contribuição paga anualmente pela EDP, equivalente a 3% das receitas geradas pela central hidroelétrica. O Fundo é dirigido pela Diretora do Fundo de Conservação da Natureza e Biodiversidade e é gerido pela Associação de Municípios do Baixo Sabor (AMBS).

  4. Outras mais-valias locais e nacionais do Sabor

    A Albufeira como âncora de desenvolvimento local – A Barragem cria a 2ª maior albufeira do país, com potencial para servir de âncora ao desenvolvimento turístico ou até agrícola, dependendo do que venham a ser as diretrizes do Programa das Albufeiras do Baixo Sabor e da iniciativa dos agentes económicos locais, nacionais ou até internacionais.

    A albufeira criada é a maior na bacia nacional Douro e constitui uma reserva estratégica de água para a região com capacidade para contribuir significativamente para a regularização do seu caudal.

    Tem capacidade de armazenar água e alimentar a produção de energia nas centrais existentes no rio Douro, a jusante da confluência do rio Sabor (Valeira, Régua, Carrapatelo, Crestuma-Lever) até à foz.