Revolução Energética

“O sector da energia vive um momento de revolução, na maneira como se gera, como se distribui, na relação entre a energia e a mobilidade.”

António Mexia, Presidente Executivo da EDP

Consumo Mundial de ElectricidadeO Mundo está sedento de energia. As Nações Unidas estimam que a população mundial atinja os 9,2 mil milhões de pessoas em 2050, contra os actuais 6,7 mil milhões. Um crescimento substancial. São mais 2,5 mil milhões de pessoas. Isto significa que a população mundial vai crescer tanto em 50 anos como nos últimos milhares de anos. Em 1950, existiam apenas 2,5 mil milhões de habitantes na Terra.

Mais 2,5 mil milhões de pessoas implica mais alimentos, mais água, mais cidades, mais transportes, mais comunicações. Em suma, mais energia.

Poupar energia, ser mais eficiente na forma como consumimos este bem básico, ajudará a responder ao aumento da procura. Mas não basta. É preciso produzir mais. Como fazê-lo sem agravar o aquecimento do Planeta, as alterações climáticas associadas, a perda de biodiversidade, os desequilíbrios geopolíticos e sócio-económicos? Como crescer sem comprometer a vida na Terra?

O desafio exige uma revolução no sector energético. O Mundo começa a tomar consciência da urgência do desafio e dos riscos da inacção. A Europa tem liderado o caminho desde os finais da década de 90 e reafirma essa vontade de mudança de paradigma com o “Pacote Energia-Clima 20/20/20”, aprovado a 17 de Dezembro de 2008.

No conjunto, os 27 países membros da União Europeia terão de chegar a 2020 com:

  • menos 20% de emissões de gases com efeito de estufa, face aos volumes emitidos em 1990
  • mais 20% de energias renováveis no consumo energético global, mais do que duplicando os 8,5% de quota renovável em 2005
  • menos 20% de consumo energético, graças ao aumento da eficiência